MIGUEL ESTEVES CARDOSO - BRINCAR AOS PRESCRITINHOS
BRINCAR AOS PRESCRITINHOS
MIGUEL ESTEVES CARDOSO
Estava a ver três irmãos a brincar e a correr com canas na praia,
enquanto ouvia os pais a chamá--los para almoçar.
A almoçar com os pais estava um velho andarilho da praia surfista
em tempos que “já lá se vão”. Imagino que tenha sido isso que o autor escreveu,
infelizmente sobrou-me apenas uma parte da imagem do texto e por isso acredito
que não ficará tal e qual).
Ocorreu-me que isto das prescrições, em que se gastam fortunassem advogados
para ir adiando os julgamentos castigadores, é exactamente igual às brincadeiras
daqueles miúdos. É um jogo de apanhada em que os adversários têm um tempo
determinado – tanto faz serem 20 minutos ou 20 anos- para apanhar ou serem
apanhados.
O jogo é fazer esticar o tempo até a prescrição. Prescrever é
escrever antes – ou seja, está previamente estabelecido o tempo de cada partida.
Do ponto de vista moral, é muito estranho este conceito em que a
culpa, para efeitos de castigo, só dura 20 anos. É o tempo que “extingue” a culpa. É um grande avanço sobre o
perdão e o pecado cristãos, nem é preciso arrependimento. Basta acabar o jogo.
UKRÂNIA EXEMPLO DESSA INFANTILIDADE HUMANA
CONSIDERAÇÕES:
Mergulhei neste texto, sem saber do que se tratava e encantei-me com a urdidura do texto comparativo, para que despertasse os incautos da importância de todos e cada um sobre a coletividade, a ausência de compromisso e responsabilidade, que nos remete ao caos social, econômico e especialmente cerceia o respeito ao próximo.
Será que esses transgressores têm noção da importância do equilíbrio social? Será que não percebem que sua esperteza não passa de ignorância, posto que irão não só prejudicar os outros, como a si mesmos?
É o mesmo que olhar para o mar, ver as ondas enormes e pensar que jamais seremos atingidos, até que nos afogamos, mas é bom não morrer, para poder construir uma experiência valiosa da vida e para o bem da coletividade, a reflexão é sempre necessária para que o mundo se torne cada vez melhor.
Obrigado Sr. Miguel Esteves Cardoso pelo seu texto, quem sabe possamos encontrar outras pessoas que refletirão e perceberão que a infantilidade adulta é perniciosa. COMENTÁRIOS: ADELAIDE ABREU-DOS-SANTOS
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